Sobre o livro
Open, a autobiografia do tenista americano Andre Agassi, é considerada por muitos críticos a melhor biografia esportiva já escrita. Lançada em 2009, com a colaboração do jornalista J. R. Moehringer, vencedor do Prêmio Pulitzer, surpreendeu o mundo com uma confissão logo nas primeiras páginas: Agassi odiava o tênis.
Filho de um imigrante obcecado em fazer dele o número um do mundo, Andre cresceu rebatendo milhares de bolas por dia contra uma máquina construída pelo pai. Aos 13 anos foi enviado para a academia de Nick Bollettieri, na Flórida, longe da família. Tornou-se profissional ainda adolescente, virou astro com cabelo comprido e roupas chamativas e conquistou oito títulos de Grand Slam.
O livro revela o que estava por trás da imagem: a peruca usada em uma final, o uso de drogas e a mentira à associação de tênis, a queda no ranking, o casamento com Brooke Shields e a reconstrução ao lado de Steffi Graf. É uma história sobre talento, pressão e a busca por uma identidade própria.
Principais ideias de Open
Talento imposto não traz felicidade
Agassi foi treinado desde bebê para ser campeão, mas nunca escolheu o tênis. O sucesso não preencheu o vazio. Na prática: pergunte-se quanto da sua carreira foi escolha sua.
Vitórias duram pouco
Ele descreve como a alegria de ganhar passava rápido, enquanto a dor da derrota permanecia. Na prática: não espere que uma conquista resolva questões internas.
Fundo do poço como recomeço
Depois de cair para fora dos cem melhores do mundo, Agassi voltou aos torneios menores e reconstruiu a carreira do zero. Na prática: aceite recomeçar por baixo quando for preciso.
A equipe certa faz diferença
O preparador físico Gil Reyes e o técnico Brad Gilbert foram fundamentais para dar estrutura e estratégia ao seu jogo. Na prática: cerque-se de pessoas que conheçam seus pontos fracos e queiram o seu bem.
Encontrar um propósito
Agassi só fez as pazes com o tênis quando passou a usá-lo para algo maior, como a escola que fundou para crianças carentes em Las Vegas. Na prática: ligue o seu trabalho a um propósito que vá além de você.
Honestidade liberta
Ao contar suas fraquezas e mentiras, o autor mostra que a vulnerabilidade é parte da força. Na prática: admitir erros abre caminho para mudanças reais.
Open vale a pena?
Vale muito, mesmo para quem não acompanha tênis. A escrita é envolvente, cheia de cenas marcantes, e a honestidade do autor torna o livro uma reflexão sobre pressão, identidade e superação. Alguns trechos descrevem partidas em detalhes, o que pode cansar quem não gosta do esporte, e a relação com o pai é retratada de forma dura.
Pontos fortes
- Honestidade rara em biografias esportivas
- Escrita de alta qualidade, com ritmo de romance
- Reflexões sobre pressão, identidade e propósito
Pontos de atenção
- Descrições detalhadas de partidas
- Retrato duro da relação com o pai
Para quem é (e para quem não é) este livro
É para
Para quem gosta de biografias de atletas, para pais que querem refletir sobre a pressão sobre os filhos e para quem se sente preso a uma carreira que não escolheu.
Não é para
quem procura um manual técnico de tênis ou uma biografia apenas de vitórias.
Sobre o autor, Andre Agassi
Andre Agassi nasceu em 1970 em Las Vegas, nos Estados Unidos. Foi número um do mundo, conquistou oito títulos de Grand Slam e a medalha de ouro olímpica em 1996. Aposentou-se em 2006 e criou uma fundação dedicada à educação. É casado com a ex-tenista Steffi Graf.
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Perguntas frequentes
Por que Andre Agassi diz que odiava o tênis?
Porque o tênis foi imposto pelo pai desde a primeira infância, com treinos exaustivos e muita pressão. Agassi conta que nunca escolheu o esporte e que, por muitos anos, jogou sem prazer, mesmo enquanto acumulava títulos.
Quais são as principais lições de Open?
Entre as principais lições do livro estão: talento imposto não traz felicidade, vitórias duram pouco, fundo do poço como recomeço, a equipe certa faz diferença, encontrar um propósito e honestidade liberta. No resumo completo do RaMix, cada uma vem explicada com exemplos e formas de aplicar no dia a dia e no trabalho.
Open e Agassi são o mesmo livro?
Sim. Open e Agassi são o mesmo livro: Agassi é o título usado em outras edições brasileiras. O título original é Open: An Autobiography. O conteúdo é o mesmo, muda apenas a tradução do título.
Quem escreveu Open com Andre Agassi?
O livro foi escrito em colaboração com o jornalista J. R. Moehringer, vencedor do Prêmio Pulitzer e autor de O Bar Sem Nome. Agassi gravou longas entrevistas, e Moehringer ajudou a transformá-las em narrativa.
Quais revelações o livro traz?
Entre as revelações estão o ódio pelo tênis, o uso de peruca durante a final de Roland Garros de 1990, o uso de drogas em 1997 e a carta com uma mentira enviada à associação de tênis para evitar punição.
Onde ler o resumo completo de Open?
No app RaMix, disponível no Google Play. O resumo completo de Open pode ser lido em cerca de 15 minutos e traz todas as lições do livro e como aplicá-las no dia a dia e no trabalho. Você pode testar grátis por 7 dias.



